O Adão Negro, assim como a Família Marvel, sofreu mudanças significativas durante a fase os Novos 52. Os poderes foram um pouco mudados assim como o modo de se transformar, eles podiam falar "Shazam", a transformação estava ligada a força de vontade. Fotos de Internet.
Durante a saga Vilania Eterna (Forever Evil no original), o Adão Negro lutou contra o Ultraman, a contraparte maligna do Superman que havia chegado de outra Terra para domina-los. O combate foi bem prejudicial para o ex-campeão do mago, mas tem todo um contexto. O Ultraman não tem vulnerabilidade a magia e ele amplifica seus poderes com kryptonita. A luz solar amarela o enfraquece, e antes de sua luta contra o Adão Negro, o Ultraman causou um eclipse pra se proteger. Ele precisa de tempos em tempos cheirar a kryptonita para se manter no auge.
Em Vilania Eterna #1, o Ultraman se fortaleceu com Kryptonita, note o que ele fala: "I'm the strongest again (Eu sou o mais forte novamente)".
Ainda em Vilania Eterna #1, o Ultraman provocou um eclipse pra se manter forte.
O Adão Negro vai ao encontro do Ultraman em Justice League vol. 2 #24 de 2013.
Em Justice League vol. 2 #24 de 2013, o Adão Negro vai para cima do Ultraman, mas é repelido.
Como foi mostrado, o Ultraman já estava upado pela Kryptonita em Vilania Eterna #3, quando o vilão enfrentou o Adão Negro, a luta não durou muito.
Em Vilania Eterna #3, o Adão Negro usou seu raio mágico contra o Ultraman, mas não teve o efeito esperado, em seguida, o Ultraman quebra a mandíbula do Adão Negro. O Ultraman descarregou depois de sua luta contra o Adão Negro e foi atrás de mais Kryptonita.
Em Vilania Eterna #4, o Ultraman descarregou depois de enfrentar o Adão Negro e precisou novamente de kryptonita pra se fortalecer.
Em Vilania Eterna #4, o Ultraman vai atrás de mais Kryptoniana pra se fortalecer depois de sua luta contra o Adão Negro. A Super Mulher zomba do companheiro. O vilão comenta que absorveu Kryptoniana suficiente para pra lutas futuras.
Já em Vilania Eterna #7, o Lex Luthor percebeu os poderes do Ultraman:
Em Vilania Eterna #7, o astuto Lex Luthor observou como os poderes do Ultraman funcionava. Lex fala que o Ultraman necessitava constantemente de Kryptoniana para se manter forte.
O resultado do confronto entre o Ultraman e Adão Negro deu o que falar na época, tanto que o portal Newsarama perguntou para Geoff Johns e ele respondeu:
O print de uma antiga entrevista sobre a luta entre o Adão Negro e o Ultraman do Newsarama com Johns: "Ultraman não tem fraqueza a magia."
O povo adora omitir que o Ultraman estava upado (ou talvez não prestaram atenção), dizendo que ele estava na forma base, mas a saga deixa claro que não. É obvio que o Ultraman poderia vencer o Adão Negro base (porém não seria fácil e vice versa, se a luta prolongar e o vilão descarregar ele estaria em situação complicada), mas não foi o caso aqui. O Ultraman tem vantagem sobre o Adão Negro por não ter vulnerabilidade a magia. A arrogância do Adão Negro também nubla seu juízo, o que o coloca em situações complicadas.
Muitos leitores que estão acostumados com o Capitão Marvel clássico da Fawcett notam a mudança de personalidade do herói na DC. Durante o pré-crise (período do herói na DC: 1972-1985), o Capitão Marvel mantinha praticamente a mesma personalidade na Terra-S que ele tinha na Fawcett (período de 1940-1953), mas depois de crise, a DC mudou completamente o herói, deixando-o com a mentalidade infantil mesmo na forma heroica. Isso destoa o personagem.
O Capitão Marvel da Fawcett mesmo tendo um tom cômico e sátira, ele mantinha a personalidade heroica, agia como adulto, mesmo Billy que era uma criança, ele também agia como um adulto, afinal ele era responsável, trabalhava. Esse era um dos motivos do sucesso do personagem: um herói que era criança que agia como adulto, responsabilidade, lembrando que na cultura americana da época os meninos eram ensinados a serem independentes desde de cedo e aprender amadurecer. Desse modo, o Capitão Marvel era um escapismo para esses leitores, pois representava aquilo que eles se identificavam. Billy era órfão, se virara para sobreviver, até que ganhou seus poderes, mas mesmo assim, graças a seu esforço, ele arrumou trabalho com o Sr. Morris Sterling e era responsável. Os meninos da época se identificam com o personagem, pois os anos 40 eram difíceis, mas tinham que ser responsáveis como Billy.
Mas, vamos para o que interessa, a personalidade do Capitão Marvel original na Fawcett e DC em suas origens (1º aparição em cada fase).
Em Whiz Comics #2 de 1940 é apresentado Billy Batson vivendo na estação de Metrô e vendendo jornais para sobreviver. Quando ele é agraciado com os poderes divinos, o Capitão Marvel é cheio de respeito pelo mago Shazam, depois o menino conseguiu um emprego graças ao seu alter ego. As aventuras do herói levavam o Billy nas mais inusitadas situações onde ele as narrava nas noticias do rádio. A origem do Capitão Marvel foi produzida por Bill Parker & C. C. Beck. O mago era uma figura paterna para a Família Marvel.
Em Shazam! #1 de 1973, o Billy Batson quando estreou na DC, ele relembrou sua origem e novamente é mostrado o respeito que ele tinha pelo mago Shazam. A Terra-S era uma espécie de continuidade do universo Fawcett na DC. Essa aventura foi escrita por Denny O'Neil & C. C. Beck.
Em Secret Origins: Shazam! v3 #3 de 1986, houve uma série de recontar as origens dos principais super-heróis da DC e um deles foi do Capitão Marvel. Nessa nova origem mais moderna, Billy ainda mantinha sua própria mente quando transformado, algo diferente da Fawcett onde o Billy e o Capitão Marvel eram tratados como separados apesar de estarem no mesmo corpo, inclusive podiam conversar um com o outro. Esse retcon foi produzido por Roy Thomas. Esse Capitão Marvel ainda tinha algum respeito pelo mago Shazam, mas nesta versão começou a imaturidade e inexperiência do herói, algo que a DC seguiria pelos anos.
Em Shazam! The New Begining de 1986, Billy teve novamente sua origem recontada: nela ele ainda mantinha respeito pelo mago, mas sua imaturidade e inexperiência eram mais evidentes ainda. Esta versão também foi produzida por Roy Thomas (& Dann Thomas).
Na aclamada Graphic Novel The Power of Shazam! de 1994, o herói teve novamente sua origem recontada, nesta versão ele já não tinha tanto respeito pelo mago, chegando ser agressivo com ele e era bastante imaturo (isso porque ele ainda não conseguia controlar seus poderes). Mesmo Jerry Ordway tendo se inspirado nas origens clássicas da Fawcett para sua versão, aqui ele seguiu a versão de Roy Thomas.
Em Shazam! The Monster Society of Evil 2007, novamente é feito outra origem para o herói, nesta versão o Billy mostra respeito pelo mago tal como na Fawcett, mas também é um pouco imaturo. Essa origem foi produzida por Jeff Smith.
Em Shazam! de 2013 (apresentado originalmente nas paginas da Justice League), Geoff Johns deu uma repaginada no herói, mudando bastante o visual e personalidade do heroica do Billy. O caráter de Billy é meio duvidoso, quase um delinquente, mas que aos poucos vai melhorando. Ele é bem imaturo e inexperiente com seus poderes.
Como podemos perceber, o Capitão Marvel clássico foi cada vez mais sendo descaracterizado pelos retcons na DC, afastando-se de sua personalidade original Fawcett. A modernização do personagem é necessário para mantê-lo relevante, até porque o público muda com o passar das décadas assim como o teor das histórias (algo que é preciso fazer para os personagens antigos pra não ficar defasado). Mas, no caso do Capitão Marvel é sempre para o pior, sempre para infantiliza-lo. Todas as versões pós-crise da DC seguiu a versão de Roy Thomas. A DC tenta distanciar o Capitão Marvel do Superman, mas é algo que não precisa, afinal os dois se inspiraram (o Capitão Marvel surgiu muito por conta do Superman, é verdade inegável, mas o herói da Fawcett inspirou muito dos elementos embutidos nas aventuras do Homem de Aço), ambos podem brilhar nas mãos de bons roteiristas (ex: Alex Ross e Paul Dini fizeram um excelente trabalho com o Capitão Marvel).
A Warner/DC produziu um documentário sobre a história do herói (que era intitulado "Shazam" na época) desde os tempos Fawcett até os dias atuais e sua comparação com o Superman:
Documentário produzido em 2020 sobre o Capitão Marvel/Shazam pela Warner/DC.
Depois de acordar e descobrir que a Liga da Justiça havia sido confinada numa prisão após o ataque do Sindicato do Crime, J'onn J'onzz começou a procurar por seus camaradas de time. O marciano descobriu por Jason Rusch que a estrutura de alta tecnologia foi feita especialmente para a equipe. J'onn J'onzz conseguiu ir para outra divisão da estrutura para procurar seus aliados. Quando ele encontrou o Shazam, ele descobriu que Billy está feliz destruindo tudo pela frente e o garoto acabou atacando o marciano. O marciano que estava enfraquecido, então, entendeu que o jovem herói queria ficar ali e ele deixou o Shazam para trás porque a estrutura não era uma prisão para a força do campeão da mágica. Este evento ocorreu em Justice League of America (The New 52) #8 de 2013. Fotos de Internet.
Shazam destruía edifícios quando J'onn J'onzz o encontrou.
Mas, Shazam se divertia querendo ficar ali, e ele atacou o Caçador de Marte que estava enfraquecido. O Caçador de Marte resolveu, então, ir atrás dos outros companheiros de time.
Na Antiguidade Kahndaq foi escravizada por homens cruéis sob liderança de Ibac e entre esses cativos estava Aman. O menino Aman sofria crueldades nas mãos dos homens de Ibac. Teth-Adam, tio do menino, acabou ajudando Aman em certa circunstancia, depois de se encontrarem numa mina de trabalho escravo. Um dos homens de Ibac feriu gravemente Teth-Adam após ele agredir um de seus comparsas, este ato deu ao menino a oportunidade de fugir dali, mas ele não faz isso. Seu tio ferido consegue matar seu torturador. Os dois saem dali, mas logo são levados a Pedra da Eternidade pelo Conselho da Eternidade. Aman havia sido escolhido pelo mago Shazam.
Seu tio está muito ferido e o mago diz se Aman aceitar seu poder, ele poderá curar o tio partilhando o poder. Ambos gritam "Shazam" e se transformam, curando o tio. Eles voltam para Kahndaq.
Teth-Adam queria destruir os homens de Ibac e libertar sua terra, Aman queria paz e ajudar as pessoas. Teth-Adam tenta convencer o menino a se vingarem, mas ele se recusa. Eles se abraçam. Aman fala que vai ajudar Ibac e seus homens a se livrarem do Mal, mas Teth-Adam não pensa nisso. Eles invocam o poder divino, mas Teth-Adam mata o sobrinho e fica com todo o poder dele. Ele permanece como Black Adam por séculos até ser convencido por Billy Batson a se reverter e acaba morrendo. Esses eventos são narrados em Justice League of America de 2012-2013 e na compilação Shazam! de 2013.
Depois, Black Adam foi revivido pelos irmãos Amon e Adrianna graças a um feitiço. Kahndaq estava sob liderança opressiva, então, os irmãos queriam ajudar seu povo revivendo Black Adam. Quando Black Adam foi revivido ele destrói o governante e seu exército opressor. Black Adam atuava como protetor de Kahndaq. Estes eventos ocorreram em Justice League of AmericaBlack Adam #7.4 de 2013. Fotos de Internet.
Aman foi escravizado por Ibac e seus homens.
Teth-Adam reencontra Aman e o salva do maltrato do torturador, mas ele é ferido.
Aman e Teth-Adam são levados até a Pedra da Eternidade, porque Aman havia sido escolhido pelo mago.
Aman aceita os poderes e o divide com o tio, curando-o.
Aman tenta mostrar o caminho da paz ao tio que queria apenas vingança contra Ibac.
Quando Aman invoca o poder de Shazam seu tio o mata traiçoeiramente, tomando para si todo o poder.
Depois do Billy saber toda essa estória do Black Adam, ele convenceu o mesmo a se reverter na forma humana. Teth-Adam, então, morre instantaneamente.
E Shazam contempla o fim do vilão.
Depois disso, Adrianna e Amon conseguem ressuscitar Black Adam recitando um feitiço.